Glaucoma pode cegar?

Uma das questões mais graves sobre o glaucoma é sobre a cura da doença – que não existe. É a segunda causa de cegueira no mundo, um índice alto e preocupante, já que o glaucoma ocorre de forma assintomática e muitos pacientes não procuram consulta e tratamento. É fundamental visitar um especialista periodicamente e, se for o caso, começar os procedimentos o mais cedo o possível. Nem pense em automedicação! Glaucoma é uma doença séria e necessita de atenção especial.

O que é?

O glaucoma é causado pelo aumento da pressão nos olhos (pressão intraocular). Essa elevação provoca lesão ao nervo óptico e, quando não tratada da forma correta, leva a amaurose, ou seja, à cegueira.

Grupo de risco

Existem fatores de risco que devem receber uma atenção especial, mas a prevenção deve ser atitude de todos. Pessoas acima dos 40 anos de idade; de etnia negra; com histórico familiar; que fazem uso de corticoides; diabéticos; hipertensos; e pessoas com miopia ou trauma ocular são mais propícios ao glaucoma.

Sintomas

Quando o estágio da doença se agrava, é possível perceber sintomas como vermelhidão, dores agudas nos olhos, náuseas, dores de cabeça e inchaço.

Prevenção

O ideal é que consultas sejam realizadas assim que o bebê nascer, para identificar algum problema ocular. Crianças entre 2 e 4 anos devem ir a um especialista anualmente. Jovens e adolescentes devem fazer exames de 2 em 2 anos ou, dependendo do caso, 1 vez por ano. Adultos e idosos devem visitar o oftalmologista anualmente.

Tratamento

Existem vários tipos de glaucoma e, para cada caso, um procedimento particular a ser adotado. O tratamento é identificado a partir da origem da doença. Se for cortisônica, o controle se baseia no uso de colírios. Se for traumática, a indicação é cirúrgica. Se for por causa de pressão alta e fatores de etnia, o controle é feito por meio de colírio e medicamentos.

Cada situação é diferente e exige cuidados específicos. Por isso, o certo é procurar um médico e verificar quais medidas a serem tomadas.